quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Um dia...

As palavras nunca saiem como nos queremos,
As letras nunca transmitem a verdade que nos assombra,
segundo após segundo, hora após hora, dia após dia, noite após noite.
Apenas saiem...

Mas um dia...

Eu vou conseguir te dizer tudo o que está cá dentro,
apenas tenho de ganhar coragem para
controlar estas ditas palavras.

Eu sei que um dia te irei dizer...

Foste a unica que me ensinou a viver.
Carregando-me contigo,
ao pé de ti via sempre um abrigo.


Com carinho sempre me tratas-te
e a mim, todo o teu amor revelas-te.
Ensinaste o amar,
ensinaste-me o sonhar.

Mas um dia...

Eu não te disse o que te deveria dizer
e agora estás longe de mim,
sei que para sempre irei sofrer.
Queria poder recuar ao passado,
para te dizer o que está guardado.

Será que consegues ler isto de onde estás?
Quem me dera sabe a resposta... Luto Luto Luto mas quebro,
porque um dia te poderia ter dito e não disse,
Luto Luto Luto mas quebro, porque agora morres-te.

Espero que exista o paraiso, pois tu bem o mereces.
Adeus e até um dia.
Como eu queria que soubesses...
Que te amo mais a cada maré alta que se esvazia...

O meu amor por ti nunca irá deixar de existir,
minha mãe,
Quer estejas no ceu ou no inferno, o teu paraiso será sempre o meu coração.
Adoro-te.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Tempos

Bons e velhos tempos
onde só existia as palavras eu e tu,
não existia lamentos
onde a rainha eras tu.

Eramos nos que construiamos o nosso caminho,
viviamos sem ninguem para nos chatear,
sempre abraçados e juntinhos,
pairavamos junto ao mar.

Davamos tudo por tudo,
mentiamos e insultavamos,
só para estarmos lado-a-lado,
porque simplesmente nos amavamos.

Maus e novos tempos
onde só existe a palavra eu,
só existe recordações para nos lembrarmos
da majestosa rainha que já morreu.

É a solidão que constroi o meu caminho,
vivo sem ninguem para me alegrar,
vivo triste e sozinho,
onde só o que me resta é ver o precioso luar.

Não dou nada por este mundo,
só tenho as lembranças dos tempos que passamos
e nele estou perdido,
porque nos separamos...

terça-feira, dezembro 13, 2005

A dor

Explicar?
Sim eu posso-te explicar como é amar e não ser amado.

Alias...
Com toda a certeza eu posso explicar isso,
pois todos os dias carrego esse fardo!
Então... Porque não haveria eu de explicar?

Sim, eu explico-te...

Acordo de manhã cheio de premissas entrelaçadas na minha mente,
que distorcem todo o presente,
em que a filosofia manda na minha cabeça,
debatendo e depois ela mesma, contra-argumenta sem que me aperceba.
Dou como certo tais pensamentos como se de ciência se trata-se
e elevo ao mais alto dos picos da minha mente a rapariga que adoro.

Sim... é doloroso, mas eu estou no meio deste turbilhão de sentimentos.
Esta... é a minha sina e eu vou ter de a cumprir até que a morte me leve,
pois uns servem para amar e outros para ser amados...
Eu tive a misera e fatal sorte de amar e não ser amado.

Queres que te diga uma coisa?
Nunca ames quem não te ame,
a unica coisa que ganhas com isso é infelicidade e dor.

Queres que eu te diga mais outra?
ok...
Não digo mais nada, faz o que quiseres...
Eu também pensava como tu...
Pensava que fazia o que queria,
até que encontrei alguem que venero mais que a minha própria vida e apartir de ai, dediquei tudo o que demais tinha a essa pessoa... e sabes qual é a pior coisa disto tudo? Ela nunca me deu valor...

domingo, dezembro 11, 2005

Triste dor

Hoje acordei desamparado,
encoberto por tristeza,
parecia que o mundo tinha parado,
parecia mesmo com toda a certeza...

Tentei me levantar,
mas havia algo que se opunha contra mim,
como se ali eu quisesse ficar
e a vida parecia me deixar por fim.

Aqueles sentimentos todos,
rodearam-me novamente,
aqueles sentimentos que já deviam estar mortos,
voltaram notavelmente.

Agora estou aqui
vivo mas, morto simultaneamente
apercebendo-me como é viver sem te ter aqui
lembrando coisas passadas eternamente.

Quem me dera por um ponto final,
mas não o consigo fazer,
parece que este sentimento é imortal,
que ele não me quer deixar viver.

Cometi muitos pecados,
fiz muito na minha vida que me deixou mal,
mas não quero deixar estes sentimentos,
só quero que os conheças por igual.

Aqueles sentimentos sinónimos a paixão,
envolveram-me com uma precisão imensa,
como se mil flechas tivessem atingido o meu coração
com uma força intensa.

Mas agora tenho de os esquecer,
voltar a ser como era anteriormente,
Voltar a viver,
como se nada me tivesse destruído interiormente.

Vou ter de o fazer,
não por mim, mas por ti.
sei que é assim que vou ter de viver,
vou ter de te dizer para sempre que eu te esqueci.

Apesar de não ser
o que vai no meu interior,
vou ter de o fazer
meu amor...

Não por mim, mas ti
vou voltar a fingir que estou sorrir
para pensares que te esqueci
para finalmente voltares a florir.